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É angústia. Mas, de fato, eu nem sei se é angústia mesmo. Talvez seja só sal-dade. Esse sal que vem aos olhos e ninguém que pense realmente saberá explicar porque. Pensei que talvez pudéssemos nos comunicar por aqui. Ora, eu sei exatamente como são as coisas: elas não são. Se eu tivesse sido menos...Mas menos o que? Se eu tivesse sido menos, não seria eu. E se não fosse eu, pra que salgar agora? Realmente não é angústia.

É saudade. Mas, de fato, eu nem sei se é saudade mesmo. Talvez seja só sal-dade. Talvez seja só a vontade do que poderia ter sido. Sabe quando um copo vai cair no chão? Então...ele cai. Mas, antes de encostar no chão pra quebrar, há um espaço. É desse espaço que eu falo. O poderia-ter-sido é exatamente esse espaço do copo antes d'ele cair no chão.

Eram as trocas. O fluxo. Eu prometo que não lembro mais de você. Basta que minha vida volte pelo menos sete anos. Sete é cabalístico. E se criássemos um código? Eu escrevo e você responde? Será que você sabe que eu estou escrevendo pra você?

Mortos não falam. Mortos só me matam. De saudade.

Ah, eu te peço perdão
Mas te quero lembrar
Como foi lindo
O que morreu

E essa beleza do amor
Que foi tão nossa
E me deixa tão só
Eu não quero perder
Eu não quero chorar
Eu não quero trair
Porque tu foste pra mim
Meu amor
Como um dia de sol - TJ



¤ Postado por Isadora Machado às 22h37
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Sim. O mundo continua na ponta dos pés tentando alcançar a última bolacha do pote que fica na última prateleira. E quando encosta a ponta dos dedos no pote, sente dores nos músculos dos pés. Pára. Volta. E pula.

E acha graça e desiste de comer bolacha.

Mas eu nunca canso de andar do lado do meio do trilho do trem.

E acabo cansando das outras coisas,



¤ Postado por Isadora Machado às 12h15
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