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E era assim. Eu sempre juro. Vontade. Vontade angústia. Vontade e angústia e mais vontade não realizada. E era assim. E era também de outro jeito. E era falta de verdade não confiar. Fogo. Terra. E o coração. Na batida. Na cadência. Sem samba. Foi bossa, foi riso, sem pranto. A plantação de rosas e seus espinhos. A velha metáfora batida de caminhão. Flores e seus espinhos. Não. Não aceito. Aceitar é, nessas horas, quase morrer. Sem cometer suicídio. Eu não aceito.

Eu sempre morro mesmo. Mas agora eu te amo com profundeza de peixe sem olho. E é sempre maior que o medo. Medo. Medo. Medo. Antes o medo do capeta. Não. Não é sempre assim. Nas últimas mentes eu tenho estado tranqüila. Tranqüila, ouviram? Eu sou sim. Eu posso até não ser, mas o estado constante me torna. Medo de não ser a mesma confusão que me faz ser a mim. Problemas de regência não em incomodam tanto. Eu odeio reticências. A loucura é fruto de um desejo anunciado. E eu não peço perdão.

Eu amo. Amo. Amo. E desejo. E quero, quero e quero. Mas continuo desejando que até fim-dos-dias, continue desejando. E ele sabe como eu amo.

 

Ah! Sempre esse maldito conto. Não consigo esquecê-lo.



¤ Postado por Isadora Machado às 17h30
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